Mural de AVISOS

"A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei."


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terça-feira, 19 de abril de 2011

1 ano de ADIV!

Um ano de blog. Um ano de idéias e ideologias sendo expostas pra quem quiser ler. Um ano de confusões, medos, bobagens, convicções sendo dissolvidas e outras sendo geradas. Um ano de aprendizado, de amadurecimento, de amizade, de brigas.

Nunca imaginei que um blog pudesse se tornar tão parte da minha vida quanto, despretensiosamente, o ADIV se tornou. A idéia de reunir vários jovens cristãos para perpetuar idéias de sua religião como forma de ''mostrar a vida'' foi se modificando a cada postagem, e tal mudança pode ser vista se fuçarem um pouco os arquivos do blog. Essa ideia, sim, era pretensiosa. E hoje nem existe mais. Se antes queríamos fazer com que alguém enxergasse uma suposta vida, hoje somos nós que pedimos pra que todos nos ajudem nessa incessante busca pelo que é real. Se antes queríamos provar algo através de uma pseudo sobrenaturalidade e dogmas e fundamentos vãos, hoje o que é natural nos ensinar a viver e uma existência simples porém autêntica é o nosso desejo.

Fomos incompreendidos, xingados, excomungados, rotulados. Em contrapartida, fomos aconselhados, aconselhamos, fizemos amigos e nos divertimos muito. O contato com tantos ''tipos'' de leitores tornaram-nos mais tolerantes e trouxeram muito, muito, muito aprendizado.

Por esse um ano de Enxergue Vida só tenho a agradecer. Tanto aos leitores quanto à "equipe" e todos que já fizeram parte disso, que se tornou também parte de mim.

Beijos,
Julia.

Ah... e pra comemorar, todos convidados pra tomar uma cervejinha (ou refrigerante, pinga, suco, etc) comigo, Naor e Jaas na quarta-feira. Contato através do twitter, facebook, orkut, etc. Uhul!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Bíblia? Não, obrigada

Oi! Se você já é leitor aqui do blog, sabe que não considero a bíblia como um livro divino. Vejo como literatura, e das piores. Na liberdade que tenho por aqui, resolvi postar um texto que encontrei em um blog e que vai, de certa forma, de encontro com aquilo que penso. Caso discordem, que o façam de forma educada e sem ''pessoalidades'', e por favor, com argumentos plausíveis. Espero que os sensatos consigam ler o texto sem se exaltar e se ofender pessoalmente. Deixo claro que discordo de alguns pontos, mas grande parte do texto me agrada, por isso resolvi compartilhar.
Beijos.
A Bíblia é só um livro.
E um livro como qualquer outro, com partes ruins e partes boas. A questão é que a usam como referencia de moralidade, dizendo que são os certos por estar escrito ali, e até mesmo algumas vezes para tentar provar a existência de deus. Tentar provar a existência de deus usando a bíblia é a mesma coisa de provar a existência de Orcs usando o Senhor dos Anéis.
Separei algumas passagens bíblicas, como dizem que é um livro sagrado, acho justo mostrar também o que não se aprende nas missas/cultos.
Espero que conheçam melhor esse livro tanto dito como verdade absoluta, e como diz aquela frase:
“Se mais cristãos lessem a bíblia haveria menos cristãos”

domingo, 10 de abril de 2011

Deus e o ateu

- O que estou fazendo aqui? Sou Ateu!
- Meu filho, você está aqui porque creu! Ainda você diz que é ateu, mesmo estando aqui comigo? – pergunta Jesus com um sorriso no rosto.
- Ora, ora, ora, mais será o Benedito! Como posso estar aqui se eu morri negando a sua existência?
- Meu filho, você apenas não creu naquilo que ouviu e leu, porém, você se confessou e creu em mim com o teu coração. Você ouviu e leu diretamente de mim sem saber.
O ateu responde com um sorriso irônico...
- Acho que bebi demais...
Então Jesus continua:
- Filhote, o que você acha que eu vi em você?
- Senhor, pode parar! Não me lembro de ter me confessado nada e nem me lembro de ter oscilado em minha postura sobre tua inexistência. Pode parar! Inclusive, ainda tenho umas dúvidas se você realmente existe...
Então Jesus, manda o ateu sentar e escutar:
- Olha, como você diz que não creu sendo que você se tornou quem eu tanto ensinei? Você acha que crer é algo além do que ser o tipo de pessoa que eu ensinei? Você acha que basta receber a informação de que eu morri na cruz e fixar isso na mente de um modo como uma criança fixa o meu concorrente (“concorrente” é a conclusão dos meus amados filhos evangélicos), papai Noel, em suas imaginações?
- Jesus, eu continuo não entendendo...

segunda-feira, 28 de março de 2011

Livres? Tentando.

Admitirei. Há algum tempo já não sei mais ao certo em que acredito. Acho que soa um tanto prepotente me dizer livre-pensadora, mas a verdade é que parei de bloquear minhas idéias. Vou deixando que os contestamentos se formem como quiserem, sem que nenhuma idéia pré-definida de moralidade ''divina'' possa vir a impedir ou culpar-me por tal.
Desde então, não sei se tenho sido mais feliz. Mas, ao menos, sinto um pouco do cheiro da liberdade. Só o cheiro, mas já é um começo.

Tudo começou quando, sabe-se lá o que originou isso em mim, comecei a contestar a institucionalização da religião. Hoje vejo que isso era apenas "a ponta do iceberg". Por não crer mais nas (não) sagradas escrituras, vários contestam o motivo de eu ainda ousar falar sobre o cristianismo, Jesus, e em um ato maior ainda de pretensão transcrever apenas partes das coisas que ele disse como sendo coisas que eu vejo como reais. Explico então: como em qualquer outro livro, coletânea, antologia, teoria, (...) é possivel encontrar coisas reais e mentirosas. Assim como é possível que todo o conteúdo seja real ou uma patranha completa. Desse modo, vejo a máxima cristã "Conhecereis a verdade e ela vos libertará" como algo que vai de encontro com a realidade. Cristo foi pretensioso ao dizer que ''ninguém vem ao pai a não ser por Mim", mas acertou ao não dizer-se como um fim, e sim caminho. E o caminho apresentado foi o da verdade, justiça e amor (não o amor romântico e nem mesmo o Paulino), não podendo ser cumprido em meio a sofismas religiosos.

Isso é apenas um convite para despirmo-nos do apego pelo falso e entramos em uma busca pelo que é verdadeiro. Se é possível cumprir a finalidade, não sei. Mas não tentar é que é errado.
Peço desculpas, sim, mais uma vez, pelo emaranhado de frases soltas. Isso não é uma tese, dissertação ou monografia, e estou aberta a conversas sobre o assunto, contanto que não venham tentando me evangelizar ao dogmatismo.

Um beijo, e tenham paciência com minhas bobagens.
Julia

PS: Talvez o texto de diferentes autores entre em contradição, mas lembrem-se que esse não é um blog de pensamento singular, exatamente por sermos tolerantes à diferentes ideias.

domingo, 27 de março de 2011

Livres

  Acredito ser muito fácil a confusão entre liberdade e libertinagem e, desde já quero deixar claro que falo aqui sobre LIBERDADE, pois sei que este assunto é de difícil compreensão para algumas mentes.

  Sereis livres se a verdade conhecer ( parafraseando Jesus), este versículo é muito conhecido e usado em ministrações de libertação( nada contra), mas quero analisar aqui outra interpretação, primeiro, " Qual a verdade?", segundo, "Que liberdade?". Creio como verdade aquela que foi manifesta, o AMOR, não simples sentimento, mas sim a pessoa do AMOR, o VERBO, a sua expressão exata e, é este amor que então nos faz ser livres. A liberdade que provém deste amor não traz em si o peso da culpa, mas sim o Arrependimento (mudança de rumo), ou seja, quando conhecemos e buscamos vive lo, nos arrependemos, saindo do caminho da opressão, do medo, da mentira, da amargura, sendo livre de tudo aquilo que destrói  a maior essência de Deus, a vida, vida esta que Ele soprou em nós.
  Ao afirmar que a vida é a maior essência do Pai, faço por que creio que todo amor provém da vida dEle, esse amor foi manifesto gerando vida em nós e, deve evoluir gerando a VIDA dEle em nós. Seguindo este raciocínio (que espero estar claro) devemos viver em plena liberdade sabendo que a vida flui em nós da parte de Cristo, não tendo espaço para o medo, pois um dia foi escrito que o "verdadeiro amor lança fora todo medo". Compreendendo isto devemos sair da tumba da religião, do preconceito, do ódio, vivendo realmente o significado da palavra igreja ( eclesia= chamados para fora), não temendo mais o pecado, mas sim não fazer dele parte de nossa vida, pois o pecado nada mais é do que errar o alvo e, se o alvo é viver em amor que é a verdade que nos faz livre, então não há porque ter medo dele, mas sim vivenciar a liberdade que um dia nos foi concedida através da manifestação de Cristo (em essência AMOR)  nesta Terra.

Abraços, Naor.



Conselhos? Orações? Ajuda? Mande-nos um email: enxerguevida@hotmail.com

sexta-feira, 18 de março de 2011

Carta (quase) aberta

Tempos atrás mandei uma ''carta'' à um amigo muito especial, compartilhando um momento que eu estava passando. Hoje, creio que possa ser de utilidade também à outros e portanto, irei expô-la. Espero que possa ajudar alguém que, por ventura, esteja passando (ou pode vir a passar) por algo parecido. Até mais! =)

Faz tanto tempo que não faço isso, sabe... escrever à alguém sobre Deus! Mas todos os dias eu cumpro alguma resolução, e a de hoje foi essa: escrever à alguém sobre Deus. Fiquei pensando em alguém com quem eu pudesse desabafar sobre o que tem acontecido, o que eu tenho vivido com esse Ser tão inexplicável e que ao mesmo tempo, fosse ter um valor pra tal pessoa. Adivinha quem me veio em mente? Sim, você. Alguém que eu confio o bastante e ao mesmo tempo sei que terá a leitura dessas palavras como alimento tanto quanto para mim o são escrevê-las.

Sabe... durante tanto tempo eu usei os óculos da religião e tentei enxergar o mundo através deles. E eu até ''conseguia''. Mas sabe qual era o problema? Esses óculos estavam ajustados além da minha miopia em relação à realidade. Você também tem problemas na visão, como eu, e sabe: se você usa 3 graus e tentar colocar um óculos de 3.5, até vai conseguir ver as coisas, mas de maneira um pouco desfocada e logo vai ter dores fortes de cabeça. Foi, então, o que aconteceu comigo. A dor começou a aumentar cada vez mais, até o momento de se tornar insuportável.
Resolvi tirar os óculos, e no começo foi estranho... eu não conseguia ver absolutamente NADA. Estava tudo tão MAIS desfocado, eu só quase via sombras e luzes e sentia gestos e ouvia ações, mas nada que eu pudesse enxergar de forma nítida. Ao menos a dor havia passado, não é mesmo? Claro, não completamente, pois, em vão, eu insistia em ''forçar a vista'' para tentar identificar as coisas, e você deve me entender, isso começa a se tornar bem incômodo. Imagine só: uma MÍOPE, sem óculos, tentando enxergar a vida. Triste ou cômico? Acho que, na verdade, lamentável. Afinal, Deus se compadeceu tanto dessa minha miséria que me deu um par de lentes de contato com meu exato grau! Eu não sei cuidar muito bem delas, entao por causa disso, algumas coisas ainda ficam desfocadas dependendo do dia. Dá maior trabalho limpá-las, colocá-las, conservá-las... mas vale a pena, né? Não dão dor de cabeça, e mesmo com alguns pequenos desfoques, ainda é bem melhor que um óculos!

Olha só que coisa! Eu comecei a enxergar coisas que eu nem imaginava que existiam... As sombras que eu via eram, na verdade, pessoas. E agora, com toda essa nitidez, eu podia enxergar nas pupilas de cada uma um pouco de Jesus. Um pouco de amor, fé, paixão, paz. Inclusive, um dia ele virou pra mim e disse: Você ficou tanto esperando minha volta mas, bem, eu nunca fui embora. Estou aqui, em cada um desses.
Foi a coisa mais fantástica que me aconteceu. E eu clamo todos os dias pra que isso se concretize na sua vida, como eu sei que já tem acontecido. Se Deus arrancou seus óculos, agradeça, a dor-de-cabeça irá embora se você parar de tentar forçar a vista. Se mais que isso, ele te deu as lentes, cuide delas melhor do que eu cuido das minhas, e passe a reparar em todos os detalhes que agora você consegue ver, principalmente as pupilas dos olhos de cada um: é nelas que se encontra Jesus.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Pecado

O monstro dos cristãos é o pecado. Em sua cabeceira mental há uma listinha de coisas que "podem e não podem" serem feitas, basicamente (e indiretamente) suas vidas giram em torno disso.
Procurei diversas vezes uma definição de pecado e dentre tantas alternativas a mais coerente foi: "Pecado é tudo aquilo que Jesus não faria".
Ao analisar o Jesus histórico que é narrado detalhadamente nos evangelhos pode-se afirmar que todas suas atitudes foram voltadas para o próximo. Seus olhos estavam sempre focados nos outros ao invés de em si mesmo, ele se importava de verdade com quem cada uma daquelas pessoas eram e o que ele poderia dar de verdade à elas. Ele foi traído por Judas e não se vingou, antes o beijou na face. Ele tinha em mãos poder para apedrejar a mulher adultera e não fez, antes se igualou a ela: "nem eu tampouco te condeno"
Belo Jesus!!! E pecado é tudo que ele não faria...
Pecado é manter meus olhos fixados em mim me preocupando com "o que é pecado" enquanto poderia estar com eles fixados na preocupação do outro. Pecado é manter meus olhos fixados em mim me preocupando com "eu estou pecando" enquanto poderia estar com eles fixados na preocupação do outro. Pecado é manter meus olhos fixados em mim...
Pecado é não dar a outra face, não dar de comer a quem tiver fome, não dar de beber a quem tiver sede, não amar os meus inimigos, não amar o meu próximo como a mim mesmo... Pecado é tudo aquilo que Jesus não faria!

"Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.
Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?
E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos?
E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?
E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes."


Jaas